sábado, 22 de dezembro de 2012


                                           Escola Ernesto Gomes Maranhão

ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR

 

  • Acompanhar o professor em suas atividades de planejamento, docência e avaliações.
  • Fornecer subsídios que permitam aos professores atualizarem-se e aperfeiçoarem-se constantemente em relação ao exercício profissional.
  • Promover reuniões, discussões e debates com a população escolar e a comunidade, no sentido de melhorar o processo educativo.
  • Estimular os professores a desenvolverem, com entusiasmo, suas atividades, procurando auxiliá-los na prevenção e na solução dos problemas.
  • Assumir sua função de gerenciamento na escola, que atende pais, alunos e professores.
  • Reuniões com os professores antes do inicio de cada período letivo.
  • Acompanhamento da execução do calendário escolar.
  • Fiscalização e exigência do cumprimento dos calendários das provas e trabalhos exigidos aos alunos em cada bimestre/semestre.
  • Apoio pedagógico aos alunos, facilitando acesso à biblioteca, internet, textos e outros.
  • Estímulos – controle da freqüência dos professores e dos alunos.


   A História da Educação de Jovens e Adultos
 
Josimeire Albuquerque(ex-aluna)

 

 

            A história da Educação de Jovens e Adultos se confunde com a própria história da educação e realidade brasileiras. A desigualdade social no Brasil acontece desde a época do Brasil colônia. De uma educação de cunho religioso, com os jesuítas, até a expulsão destes, o cuidado com a educação do povo sempre foi parcial e exclusivista.

A formação escolar é pré-requisito para se exercer a cidadania, bem como a inserção no mercado de trabalho mas,isso se torna impossível quando não se tem as condições mínimas de se entender o contexto social em que se vive.

O Brasil vive duas realidades: se por um lado precisa diminuir o analfabetismo, do outro precisa melhorar a educação em termos de qualidade, além de estender a oferta da educação para as minorias, quais sejam: indígenas, quilombolas, deficientes de forma geral e os que não têm condições de frequentarem a educação regular.

            No próprio regime militar, houve tentativa de se erradicar o analfabetismo, com o Mobral, tal movimento foi interessante para a sua época e momento, mas foi deficiente em longo prazo. Alfabetizar ou tornar a trazer para a escola aqueles que já não tenha esperança de aprender a ler e tentar entender o contexto social da época foi um paliativo.

            Um outro exemplo de responsabilidade e critica da realidade social, foi o professor Paulo Freire com seu método simples e eficaz de alfabetizar. Marcou sua época escreveu, comentou e tornou-se um ícone mas também foi um paliativo, pessoas são úteis mas o sistema precisava mudar.

            Com o advento da lei 93494/96 no que trata sobre a Eja, oportunizou e regulamentou tal modalidade de ensino, porém na pratica a realidade é outra: evasão escolar neste segmento é alarmante, professores que ensinam a modalidade regular se eximem de assumir as salas por causa do baixo rendimento e evasão. Alunos desmotivados e com pouco tempo para estudar por causa do trabalho, disparidade de faixa etária bem como falta de motivação por parte dos próprios familiares.

            A consequência da Eja não funcionar principalmente no turno noturno, deve-se também ao fato de que no outro dia pela manhã os alunos irão trabalhar, alguns se levantarão de madrugada para cortar cana assim como outros, trabalharão no campo e assim por diante. Salas que começam com 50 alunos terminam com quinze.   Greve de professores que colocou de vez os alunos para fora da sala. Logo se percebe que a Eja está inserida no contexto mais amplo, o da deficiente educação brasileira, que embora está melhor do que antes mas, precisa melhorar.

Apesar dos problemas que ocasionam o fracasso do segmento Eja, pessoas tem sido contempladas com a oportunidade de aprender a ler e isso na idade adulta e muitos na terceira idade.Convém resaltar isso,porém o sistema é deficitário.