A
História da Educação de Jovens e Adultos
Josimeire Albuquerque(ex-aluna)
A história da Educação de Jovens e
Adultos se confunde com a própria história da educação e realidade brasileiras.
A desigualdade social no Brasil acontece desde a época do Brasil colônia. De
uma educação de cunho religioso, com os jesuítas, até a expulsão destes, o
cuidado com a educação do povo sempre foi parcial e exclusivista.
A
formação escolar é pré-requisito para se exercer a cidadania, bem como a
inserção no mercado de trabalho mas,isso se torna impossível quando não se tem
as condições mínimas de se entender o contexto social em que se vive.
O
Brasil vive duas realidades: se por um lado precisa diminuir o analfabetismo,
do outro precisa melhorar a educação em termos de qualidade, além de estender a
oferta da educação para as minorias, quais sejam: indígenas, quilombolas,
deficientes de forma geral e os que não têm condições de frequentarem a
educação regular.
No próprio regime militar, houve
tentativa de se erradicar o analfabetismo, com o Mobral, tal movimento foi
interessante para a sua época e momento, mas foi deficiente em longo prazo.
Alfabetizar ou tornar a trazer para a escola aqueles que já não tenha esperança
de aprender a ler e tentar entender o contexto social da época foi um
paliativo.
Um outro exemplo de responsabilidade
e critica da realidade social, foi o professor Paulo Freire com seu método simples
e eficaz de alfabetizar. Marcou sua época escreveu, comentou e tornou-se um
ícone mas também foi um paliativo, pessoas são úteis mas o sistema precisava
mudar.
Com o advento da lei 93494/96 no que
trata sobre a Eja, oportunizou e regulamentou tal modalidade de ensino, porém
na pratica a realidade é outra: evasão escolar neste segmento é alarmante,
professores que ensinam a modalidade regular se eximem de assumir as salas por
causa do baixo rendimento e evasão. Alunos desmotivados e com pouco tempo para
estudar por causa do trabalho, disparidade de faixa etária bem como falta de
motivação por parte dos próprios familiares.
A consequência da Eja não funcionar
principalmente no turno noturno, deve-se também ao fato de que no outro dia
pela manhã os alunos irão trabalhar, alguns se levantarão de madrugada para
cortar cana assim como outros, trabalharão no campo e assim por diante. Salas
que começam com 50 alunos terminam com quinze.
Greve de professores que colocou de vez os alunos para fora da sala. Logo
se percebe que a Eja está inserida no contexto mais amplo, o da deficiente
educação brasileira, que embora está melhor do que antes mas, precisa melhorar.
Apesar dos problemas que ocasionam o
fracasso do segmento Eja, pessoas tem sido contempladas com a oportunidade de
aprender a ler e isso na idade adulta e muitos na terceira idade.Convém
resaltar isso,porém o sistema é deficitário.